CONFERÊNCIA NACIONAL SOBRE A CORRUPÇÃO NA GUINÉ-BISSAU

A campanha “Tolerância Zero à Corrupção”, promovida 14 e 15 de Abril de 2026 pela RDDH-GB com apoio do PNUD, mobilizou diversos setores da sociedade ao longo de um ano, reforçando o debate nacional sobre integridade e boa governação.

By: Departamento da Comunicação

4/23/20262 min read

Bissau — A Rede de Defensores de Direitos Humanos da Guiné-Bissau (RDDH-GB) realizou, nos dias 14 e 15 de abril, a Conferência Nacional sobre a Corrupção, sob o lema “Do discurso à ação”, reforçando o compromisso com a promoção da transparência e da boa governação no país.

O evento enquadra-se na campanha “Tolerância Zero à Corrupção na Guiné-Bissau”, implementada com o apoio do PNUD, e representou um momento importante de diálogo nacional sobre o fenómeno da corrupção.

Ao longo de um ano, a campanha mobilizou comunidades, jornalistas, forças de segurança, professores, estudantes, mulheres, jovens e académicos, criando espaços seguros para reflexão e debate. Através de formações, encontros comunitários no formato djumbai, programas de rádio e plataformas digitais, foi possível ampliar a discussão e alcançar um público mais vasto em todo o país.

🔎 Lições aprendidas

A campanha revelou uma realidade importante: a valorização social excessiva da riqueza material pode, inadvertidamente, alimentar práticas de corrupção. Ao mesmo tempo, demonstrou que é possível desafiar esta mentalidade, promovendo uma cultura de integridade, denúncia e responsabilização.

📌 Principais recomendações

  • Reforçar a sensibilização para a cidadania e ética pública;

  • Expandir ações junto de escolas, universidades e partidos políticos;

  • Partilhar conclusões com instituições-chave, como a ANP, Ministério da Justiça e tribunais;

  • Promover reformas estruturais, incluindo no quadro legal eleitoral e no sistema judicial;

  • Incentivar maior transparência e participação nos processos institucionais.

🚀 Próximos passos

  • Elaboração de um Relatório de Impacto Social da Corrupção na Guiné-Bissau, com a participação da Ordem dos Advogados;

  • Organização de um Simpósio Universitário sobre a Corrupção;

  • Reforço das ações de advocacia com base nas evidências geradas.

A luta contra a corrupção exige compromisso coletivo. A Conferência Nacional reforçou uma mensagem clara: é tempo de passar do discurso à ação.

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